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Casinos Virtuais na Internet

«No princípio era o Jogo»

O impulso do jogo é a nossa mais antiga droga. É o primeiro e mais verdadeiro ópio, mas não só do povo. Corre nas veias do ser humano, lado a lado com os eritrócitos e os trombócitos, desde tempos imemoriais. É, portanto, milenar. Sempre foi o nosso mais ancestral inimigo, no sentido em que manteve alerta e em excepcional boa forma a nossa adrenalina.

Mamutes cairam em armadilhas bem pensadas. Castelos foram conquistados com rigor extremo. Cidades cairam aos pés de estrategas ímpares. Países foram tomados por génios ambiciosos. Mas o princípio base, tanto na pré-história como nos nossos dias, sempre foi e sempre será o mesmo: jogar o jogo, quanto mais não seja pelo simples prazer do mesmo.

Hoje, tudo pode ser um jogo. Desde o lento e arrastado cortejar do sexo oposto ao domínio absoluto de multinacionais, em termos de Gestão e Marketing, nada fica de fora do conceito em causa.

Ao primeiro vislumbre, podemos pensar que a única diferença entre os vários tipos de jogos é que um pode ser REAL e o outro só pode ser VIRTUAL. Mas mesmo neste entusiasmante dilema, a lógica pode nos enganar. Afinal, o que impede um de invadir a privacidade do outro? O jogo virtual afecta a vida real de quem o joga e o contrário também poderá ser verdadeiro. Como separá-los? E valerá a pena o esforço? Talvez não valha o custo de uma ficha simples de Casino.

O Casino REAL é o ícone supremo do Jogo, por definição da sociedade moderna. É a sua catedral, onde a doutrina é administrada em doses que só nós definimos para nós próprios. Os casinos físicos, terrenos e reais –de «Brick and Mortar», para utilizar uma terminologia corrente de net – são, por conseguinte, palpáveis, visíveis em três dimensões e onde o odor do jogo é quase sempre extasiante. São igualmente um local de franco convívio, onde se trocam notas, moedas e emoções.

No Casino Virtual, há mais nuances a ter em causa. Não se vê o adversário, mas sente-se a vontade que um software avançado tem escrito no seu código fonte com o único propósito de nos despojar dos nossos pertences bem reais. Não existem três dimensões, mas as duas que vemos são suficientes para nos segurar pelos colarinhos brancos. O dinheiro que gastamos é real. As hipóteses de perder também. E os anzóis virtuais que nos agarram a um ecrã colorido, sonoro e com programação em Shockwave Flash são quase sempre infalíveis.

Em suma, uma das mais notórias diferenças entre o casino VIRTUAL e o REAL é a lei vigente de cada país.

Já todos sabemos que o jogo é ilegal em alguns países do nosso globo.

Os casinos físicos carecem, normalmente, de autorizações estatais e regem-se por leis bastantes rigidas de conduta. Normalmente, uma percentagem dos lucros corre directamente para os cofres do Estado.

Com o advento da Internet, as fronteiras deixaram de fazer sentido. O controlo sempre foi quase nulo, entre o tráfego de bits e bytes que se pavoneia nas autoestradas da informação. O apelo da quase total anarquia faz da Internet um dos mundos de negócios mais atraentes e atractivos do planeta – nem todos totalmente legítimos.

Os casinos virtuais são, portanto, ilegais e proibidos em alguns países.

Na sua esmagadora maioria, entenda-se, são proibidos e ilegais para os detentores das firmas que os regem, não para os visitantes e utentes do jogo em vigor.

O que faz com que diversas firmas se vejam obrigadas a abrir os seus escritórios virtuais em paraísos fiscais que autorizam o jogo, REAL ou VIRTUAL, como Antígua e Barbados, só para citar alguns exemplos.

Só no caso do Médio Oriente, África do Sul e alguns Estados dos E.U.A. e do Canadá é que os utentes poderão ser penalizados por jogar online, se forem apanhados em flagrante.

Em Portugal, a lei é bastante transparente. Os Casinos reais podem operar quando autorizados pelo Estado mas os Casinos virtuais não são permitidos. Pelo menos, detidos por firmas localizadas em território nacional. Mas nada impede que um português ou um grupo de portugueses abra uma firma «off-shore» – ou entre no capital social de uma companhia num dos vários paraísos fiscais – e coloque online um Casino em Português de Portugal. Se o investimento compensa ou não, eis a questão.

Mas nada amedronta os visitantes e os donos dos Casinos virtuais.

Existem na net inúmeros casinos a operar, para gáudio de todos os jogadores e aficcionados.

E nem são especialmente difíceis de encontrar.

Basta usar um qualquer motor de pesquisa com a palavra mágica – leia-se Casino – e, de repente, como num passe de magia, vemos um desfilar de dezenas e dezenas de links que nos querem levar, de mão dada, para a terra prometida dos fáceis milhões.

Há Casinos para todos os gostos e para todo o tipo de apostas – milimétricas ou escandalosas. Não esquecer que a mais pequena aposta começa em 25 cêntimos de Dólar e uma das mais altas aponta para a bonita soma de 500 dólares em uma só operação de sorte ou azar.

Mas temos que confessar que os mais atractivos e fiáveis deverão ser os elaborados na terra do Tio Sam.

As teias do Marketing que os Casinos virtuais tecem em direcção ao potencial utente ou visitante são bem montadas e raramente falham o seu alvo primordial.

Todos prometem ganhos milionários e até oferecem dinheiro virtual para aliciar os primeiros passos e apostas do incauto jogador.

Mas como se a febre dos Casinos virtuais na net e nos nossos computadores pessoais não bastasse, o ataque já chegou aos telemóveis mundiais e europeus.

Na Alemanha, os utentes de telemóveis de certas redes já podem marcar um determinado número de algarismos no seu teclado e jogar na Lotaria.

Em Londres, Reino Unido, uma das maiores casas de apostas online, a Eurobet, oferece um «tutorial» que ensina a transformar um Nokia em uma máquina de jogo.

Na Suécia, a Net Entertainment, um dos criadores de um casino online, está a lançar um jogo de Casino em formato «wireless» para ser usado via WAP.

Já nos Estados Unidos da América, mais precisamente no Colorado, um detentor de um negócio familiar de nome wirelesswinnings.com está a testar uma maneira de jogar BlackJack e Poker, a dinheiro, directamente de um celular.

Inclusivé não poderia deixar de existir a Associação Gamblers Anonymous, em www.gamblersanonymous.org

Mas a principal questão sobre os Casinos Virtuais e online é obter a resposta a determinadas perguntas:

Mas como é que operam?

O que oferecem?

Há bons e maus, como na vida real?

Quais os aliciantes, para o visitante e para o Webmaster?

Na nossa pesquisa pelos mares revoltos da Internet, vestimos o nosso melhor fato completo de três peças de jogador inveterado e compulsivo e visitámos algumas dezenas de Casinos, alguns dos quais traduzidos em verdadeiro Português do Brasil.

E invariavelmente, a proposta foi quase sempre a mesma.

Os jogos mais conhecidos e mais usuais são o BlackJack, o Poker de cartas, Baccarat, a Roleta e as mais variadas «slot machines». Mas podemos ainda encontrar a idosa e irresistível «raspadinha» e uma variante interessante do Bingo que dá pelo nome de Keno.

Todos os tipos de jogos, independentemente do género ou do risco a ele envolvido – que normalmente é directamente proporcional à quantia apostada – podem ser jogados na sua esmagadora maioria através de um simples «download».

O Casino convida-nos, quase sempre, a fazer o «download» de um simples ficheiro para o nosso computador – a partir do qual poderemos, depois de descomprimido e instalado no seu esplendor, entrar oficialmente nos diversos jogos em causa.

Um dos múltiplos exemplos que encontramos é o Imperial Casino, em www.casinopopular.com

Mas há casinos que já não necessitam de ter esses subterfúgios informáticos.

Permitem jogar, através do carregamento online e directamente do Casino, os mais variados jogos no glorioso Shockwave Flash, sem dúvida muito mais animados e bonitos cromaticamente do que os seus parceiros de «download». Para tal, basta inscrever-se através de um formulário e receber um Username e uma Password de acesso.

Seja como for, quase todos os Casinos permitem jogar em dois modos: com dinheiro real e a sério – o seu próprio – e a fingir, em modo teste.

Quando a parada é com dinheiro oficial, as opções são normalmente duas: podemos pagar com os mais variados cartões de plástico – Visa, Mastercard e American Express – e através de transferência bancária.

Igualmente, para recebermos os nossos merecidos ganhos, as opções também são várias: crédito directo no nosso cartão de plástico preferido, por transferência bancária ou por cheque.

Provavelmente, todos os Casinos que visitámos eram credíveis, mas para parafrasear George Orwell, decerto uns serão mais credíveis e fiáveis do que outros.

Como reconhecê-los?

Uma das mais contundentes provas que encontrámos para certificar a autenticidade do Casino e a sua percentagem de ganhos para o utente, foi a visualização e respectivo link do banner a comprovar a auditoria mensal feita pela Price Waterhouse Coopers, em sites como Riverbelle – www.riverbelle.com – , Lucky Nugget Casino – www.luckynugget.com – , Orbital Casino – www.orbitalcasino.com – e Gaming Club Casino www.gamingclub.com .

Ainda no campo da credibilidade, podemos constatar que um dos mais fiáveis serviços de pagamento nos Casinos que encontrámos foi, decerto, a Proc-Cyber Services.

Os utentes tem inúmeras razões para serem atraídos para os denominados Jogos de Azar. Uma delas são os bónus instantâneos que o Casino coloca na conta inicial do felizardo, assim que ele coloca dinheiro REAL na sua conta VIRTUAL.

E esses bónus podem ascender às centenas de dólares virtuais, para nos sentirmos cheios de motivação e sorte.

Mas nem só os jogadores tem algo a ganhar nos Casinos.

Os Webmasters que tenham um site com o público alvo certo, também poderão ter muito a ganhar, através dos «Afilliate Programs».

Os programas de afiliados permitem ao Webmaster ou responsável pelo site em questão ganhar dinheiro REAL ao direccionar, através de links ou «banners» fornecidos pelos Casinos, os seus visitantes para as portas douradas do sucesso monetário.

Há «affiliate programs» que pagam até cerca de 25 % dos lucros que o Casino venha a ter com os visitantes que derivem de esses mesmos links ou «banners».

Encontrámos um bom exemplo em ReferBack, cuja url é www.referback.com , mas não podemos esquecer a CJ, em www.cj.com .

À laia de sumário, a lenda diz que no fim do arco-íris há um pote de ouro, para os mais afoitos.

Decerto haverá muitos ganhos para quem é corajoso o suficiente para se aventurar nos Casinos virtuais. Mas não mais do que os que encontram nos Casinos reais.

Mas quanto é que teremos de perder primeiro, antes de começarmos a ganhar?

Esse é o risco. Verdadeiro. Real. Mas, afinal, esse é o contundente propósito de todo e qualquer jogo: a emoção de o jogar e descobrir tentando.

Ou empobrecer na tentativa diária de alcançar o Eldorado de forma rápida e informática.

Mas quem nunca entrou num Casino, seja ele qual for, que atire a primeira pedra………

Luís Manuel C. Sobral

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